Olivia Rodrigo tem enfrentado críticas devido ao uso de vestidos do estilo “babydoll” durante suas apresentações recentes. Essas peças, que são curtas e repletas de babados e rendas, fazem parte da estética da nova fase de seu terceiro álbum intitulado You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love, previsto para ser lançado nas plataformas digitais em 12 de junho.
No clipe do primeiro single, intitulado “Drop Dead“, Rodrigo usou um vestido babydoll azul, que integra a coleção pré-outono 2026 da marca Chloé. No entanto, a artista recebeu diversas críticas, com alguns alegando que sua escolha de vestuário estaria “sexualizando” uma estética que remete à infância. Em resposta, a cantora afirmou que a reação do público “evidencia como a pedofilia é normalizada em nossa sociedade”.
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Rodrigo na conta do Instagram DeuxMoi, um usuário questionou sobre o uso de vestidos infantis por artistas pop da nova geração. Outros comentaristas consideraram as roupas “perturbadoras” e “assustadoras”, afirmando que era estranho ver alguém usando trajes claramente infantis enquanto se apresentava no palco.
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Popcast, do The New York Times, Rodrigo expressou sua tristeza em relação à repercussão negativa sobre seus trajes. “Isso realmente me incomoda. Não por mim pessoalmente, já que não ligo tanto para as opiniões alheias”, comentou a artista. “O que me entristece é perceber que já usei roupas mais reveladoras no palco sem receber críticas. Já me apresentei com sutiãs brilhantes e shorts curtos e sinto que isso é meu direito. É divertido e me sinto bem assim.”
A cantora continuou refletindo sobre o tema ao dizer que se sente coberta com um vestido considerado infantil e ainda assim recebe críticas por ser “inapropriada”. “Isso demonstra como a pedofilia é normalizada na nossa sociedade”, acrescentou.
Rodrigo também ressaltou como frequentemente a mulher é culpabilizada pelas suas escolhas de vestuário enquanto os homens não são responsabilizados por interpretar as roupas de maneira sexualizada. “Desde pequenas somos ensinadas a nos preocupar com o que vestimos para evitar que um homem possa sexualizar nosso corpo”, comentou. “É muito estranho. E eu não me senti sexy naquela roupa.”
Referências dos looks
A cantora revelou que suas inspirações para os babydolls vieram das estrelas dos anos noventa, incluindo Kathleen Hanna, vocalista da banda Bikini Kill, e Courtney Love, da banda Hole.
“Eu pensei comigo mesma, ‘Isso é tão legal. Me sinto parecida com a Kathleen Hanna ou com a Courtney Love. Essas pessoas são minhas heroínas e me senti bem e confortável assim.’ Se começarmos a nos vestir apenas para evitar interpretações equivocadas sobre sermos sexy como crianças, estaremos perdendo o foco.”
A artista também expressou seu desejo de proteger as mulheres jovens que a seguem. “Não quero que elas sejam expostas a esse tipo de narrativa. Ninguém deve ser responsabilizado pela forma como um homem escolhe sexualizá-las quando nunca foi sua intenção.”
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Rodrigo lançou recentemente seu segundo single do novo álbum chamado “The Cure“, descrevendo-o como sua faixa favorita do projeto. A turnê intitulada The Unraveled dará início em Hartford, nos EUA, no dia 25 de setembro, contando com datas confirmadas na América do Norte e Europa.
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A matéria sobre Olivia Rodrigo abordando os comentários sobre seus vestidos babydoll e afirmando ‘normalizamos a pedofilia’ foi publicada originalmente em Rolling Stone Brasil.

