Michael, a cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 23. O filme irá explorar a complexa relação entre Michael Jackson e seu pai, Joe Jackson, que foi marcada por intensas controvérsias.
No papel principal, o ator Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, dará vida ao icônico artista. A produção também apresentará figuras significativas na trajetória do Rei do Pop, incluindo seu pai, responsável tanto pela ascensão dos Jackson 5 quanto pelas profundas marcas emocionais que deixou em seu filho.
Joe Jackson, que faleceu em 2018 aos 89 anos, é frequentemente caracterizado como um dos pais mais severos da indústria musical (segundo informações de The Guardian). Ex-boxeador e trabalhador de uma usina siderúrgica em Gary, Indiana, ele reconheceu no talento dos filhos a oportunidade de escapar da pobreza.
No entanto, essa jornada para o sucesso veio acompanhada do que Michael mais tarde descreveria como uma infância perdida, repleta de um regime disciplinar que muitas vezes se assemelhava à tortura.
A relação entre Michael Jackson e o pai
<pOs relatos de Michael em sua autobiografia Moonwalk (1988) e em entrevistas memoráveis, como a realizada com Oprah Winfrey em 1993 (conforme relatado pelo Yahoo), pintam o retrato de um pai que assistia aos ensaios com um cinto em mãos. Erros nas coreografias ou notas desafinadas resultavam em punições físicas severas.
<pO cantor revelou que o medo que sentia de Joe era tão intenso que chegava a passar mal ou vomitar na presença do pai.
<pPara Joe, seu tratamento rigoroso era apenas uma forma de “treinamento”. Ele acreditava que sua disciplina ajudava a manter os filhos longe das gangues e das drogas presentes na comunidade. Em sua perspectiva, o sucesso comercial dos Jackson 5 e a estabilidade financeira da família justificavam suas atitudes.
A ruptura com Joe Jackson
<pA relação profissional entre pai e filho começou a se deteriorar conforme Michael Jackson conquistava mais autonomia. Em 1979, após o lançamento do álbum Off the Wall, as tensões atingiram um ponto crítico. Ao buscar sua própria identidade artística e controle sobre sua carreira, Michael tomou a difícil decisão de demitir Joe como seu empresário. Ele posteriormente declarou:
“Não é fácil demitir seu próprio pai.”
<pEssa transição foi repleta de ressentimentos, levando Michael a procurar figuras paternas alternativas dentro da indústria musical, como Quincy Jones, embora ele nunca tenha conseguido se desvincular completamente da influência de Joe.
<pJoe Jackson faleceu no dia 27 de junho de 2018, nove anos após a morte de Michael. Ele lutava contra um câncer pancreático terminal e foi sepultado próximo ao filho em um cemitério nas redondezas de Los Angeles.
+++ LEIA MAIS: Quando estreia ‘Michael’, cinebiografia do Rei do Pop?
+++ LEIA MAIS: A fortuna gasta em refilmagens do filme ‘Michael’, segundo reportagem
+++ LEIA MAIS: Filha de Michael Jackson acusa administradores de patrimônio do pai de intimidação e campanha difamatória
A postagem sobre a conturbada relação entre Michael Jackson e seu pai Joe foi originalmente publicada na Rolling Stone Brasil.

