Setembro de 2026 marcará três décadas desde a trágica morte de Tupac Shakur em Las Vegas, e ainda permanecem muitas incertezas sobre os eventos daquele dia fatídico. Em 2023, após mais de 20 anos de investigações, Duane “Keefe D” Davis foi preso sob a acusação de ser o responsável pelo assassinato do rapper, e atualmente espera seu julgamento. Para buscar esclarecimentos adicionais, os advogados de Maurice Shakur, o meio-irmão de Tupac, iniciaram um processo por homicídio culposo em Los Angeles, alegando a existência de uma “conspiração complexa para assassinar Tupac, que ultrapassa meras retaliações por uma briga anterior”.
A ação judicial apresenta declarações recentes de um grande júri que se relacionam à prisão de Davis, além de referências ao documentário da Netflix, Sean Combs: O Acerto de Contas. Neste documentário, há um vídeo onde Davis menciona que recebeu uma oferta de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões na cotação atual) por parte de Combs para eliminar Tupac. Essa afirmação foi prontamente negada por Combs, que qualificou o documentário como “uma vergonhosa tentativa de difamação”.
No âmbito do processo, são mencionados 99 cúmplices não identificados dos quais se busca obter informações através da coleta de provas. A queixa declara: “Apesar das investigações e registros públicos terem revelado alguns nomes que podem ter estado envolvidos ou facilitado o crime”, e continua: “a natureza e a extensão do envolvimento específico de cada pessoa — assim como as identidades daqueles que possam ter participado do planejamento, financiamento ou execução da conspiração — ainda são desconhecidas”.
Vale ressaltar que esta ação civil é distinta do processo criminal enfrentado por Davis, que se encontra detido na Penitenciária Estadual de High Desert, em Nevada, devido a condenações anteriores relacionadas a brigas na prisão. O início do seu julgamento está agendado para 10 de agosto de 2026.
Acredita-se que Davis estava presente no Cadillac branco que se alinhou ao lado do veículo onde estava Tupac no dia 7 de setembro de 1996, próximo ao MGM Grand em Las Vegas, onde disparou quatro tiros contra o rapper.
Davis declarou-se inocente; no entanto, essa afirmação contrasta com passagens escritas em seu livro autobiográfico, Compton Street Legend (2019), onde ele se vangloria por sua participação no crime. “Tupac fez um movimento repentino e começou a colocar a mão sob o banco”, relatou Davis, relembrando o momento em que seu carro parou ao lado do rapper. “Foi a primeira vez na minha vida em que realmente compreendi a ordem da polícia: ‘Mantenha as mãos visíveis’. Contudo, Tupac sacou uma arma, e foi então que tudo ficou complicado. Um dos meus amigos no banco traseiro pegou a Glock e começou a atirar.”
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A matéria sobre a nova ação judicial da família de Tupac Shakur por homicídio culposo foi publicada originalmente pela Rolling Stone Brasil.

