Selena Gomez defende-se de alegações que a acusam de ter enganado investidores de sua empresa de saúde mental, a Wondermind.
Duas semanas atrás, Gomez, sua mãe, Mandy Teefey, e a ex-parceira de negócios, Daniella Pierson, foram alvo de um processo movido por investidores. Eles reivindicam ter aportado cerca de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6,2 milhões com a cotação atual) na Wondermind, que foi criada em 2021. Os acionistas alegam terem sido enganados com “promessas falsas” relacionadas à estrutura, gestão e recursos da empresa, que acabou entrando em colapso. O grupo fundador da startup enfrenta acusações de fraude em valores mobiliários, fraude comum e quebra de contrato.
No dia 26 de outubro, os advogados de Gomez protocolaram um pedido para que a artista fosse retirada do caso, argumentando que sua inclusão no processo é indevida. Em uma declaração à Rolling Stone, o advogado Mathew S. Rosengart classificou as acusações como “totalmente infundadas e quase ridículas”.
Rosengart acrescentou: “A noção de que Selena tenha praticado ‘fraude’ ou qualquer outra irregularidade é absurda. Além da moção apresentada, estamos avaliando outras medidas legais para proteger a Sra. Gomez, incluindo possíveis sanções contra os autores da ação por tê-la incluído sem justificativa.”
No documento judicial acessado pela Rolling Stone, a equipe legal da cantora sustenta que as alegações dos demandantes são “vagas, gerais e contraditórias”, indicando que Sra. Gomez não poderia ter cometido qualquer ato fraudulento (o que não ocorreu), não é responsável perante os investidores (não é) e deve ser excluída do processo conforme a legislação.
A petição menciona também que, segundo o próprio processo apresentado, Gomez “não se comunicou com os reclamantes, não participou das ofertas de valores mobiliários da Wondermind, Inc. e não tinha controle sobre as ações e comunicações da Empresa”.
No teor do processo, os investidores afirmaram ter sido induzidos a crer que um aplicativo inovador da Wondermind seria desenvolvido, que parcerias publicitárias seriam estabelecidas e que matérias com celebridades estavam sendo planejadas. Contudo, a reclamação aponta que “durante três anos em que a empresa ruía silenciosamente ao seu redor, nenhum dos fundadores ou diretores fez qualquer comunicação aos investidores cujos recursos sustentavam o colapso”.
A defesa de Gomez ressalta na petição para o arquivamento do caso que ela “concordou em apoiar sua mãe,Mandy Teefey, além de ter investido e possuir uma participação minoritária na Wondermind”, mas enfatiza que Gomez “nunca teve o compromisso de gerenciar a empresa nem o fez”.
A gestão estava sob responsabilidade da mãe daSra. Gomez, Mandy Teefey, juntamente com aSra. Pierson, ambas atuando como co-CEOs e membros do conselho. A companhia contratou Sra. Gomez como consultora e lhe atribuiu o cargo de Diretora de Impacto (CIO)”, diz o documento judicial.
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A publicação sobre Selena Gomez defendendo-se contra as acusações em ação judicial por parte dos investidores da startup foi inicialmente divulgada na Rolling Stone Brasil.

