Pedro Felipe Higa Felizatto, de 28 anos, faleceu na madrugada do último domingo, dia 11, após sentir-se mal durante o Zig Festival, realizado na casa de shows Audio, localizada na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O pai de Pedro foi ao 2º Distrito Policial do Bom Retiro para registrar a ocorrência do falecimento. O caso foi transferido para o 23º DP de Perdizes, que assumirá a investigação. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que a morte é tratada como suspeita. A causa exata do óbito ainda não foi revelada pelo Instituto Médico Legal (IML). Formado em Matemática pelo IME-USP e funcionário do Nubank, Pedro completou 28 anos em agosto passado.
Relatos indicam que por volta da 1h40, um bombeiro civil prestou socorro a Pedro, levando-o ao posto médico do evento onde recebeu os primeiros atendimentos. Posteriormente, ele foi transportado em uma ambulância UTI para a Santa Casa de São Paulo, distante menos de oito minutos do local do festival. De acordo com o hospital, apesar das manobras de ressuscitação realizadas pela equipe médica, Pedro não conseguiu ser reanimado e seu falecimento foi confirmado na unidade hospitalar. Amigos presentes no evento relataram nas redes sociais que Pedro desmaiou dentro da casa de shows. “Pedro nunca teve problemas de saúde e não apresentava hábitos prejudiciais; ainda estamos tentando entender o que realmente ocorreu”, comentou um amigo à imprensa. O sepultamento aconteceu na tarde da terça-feira, dia 13, no Cemitério da Paz Morumbi.
No decorrer do evento, alguns frequentadores já expressavam insatisfação com as condições do espaço. Nas redes sociais, inúmeros usuários compartilharam experiências sobre o calor excessivo, dificuldades de movimentação nos pavilhões e problemas com a ventilação. O Zig Festival é voltado à comunidade LGBTQ+ e contou com performances de artistas internacionais como Slayyyter, Rochelle Jordan, e Inji. A apresentação principal estava agendada para iniciar por volta das 3h20, mais de uma hora e meia após Pedro ser levado ao atendimento médico. Além disso, surgiram relatos sobre outras pessoas que também passaram mal ou desmaiaram durante o festival; no entanto, a organização afirmou que apenas o caso de Pedro exigiu remoção hospitalar naquela noite.
A organização do Zig Festival e a casa de shows Audio emitiram notas separadas lamentando a morte de Pedro, garantindo que estão colaborando com as investigações. Segundo eles, o atendimento prestado foi rápido e seguiu todos os protocolos adequados em situações emergenciais. “A ZIG nasceu para ser um espaço inclusivo e festivo, onde a comunidade LGBTQ+ e todos que se identificam possam se reunir e celebrar juntos. Nunca quisemos estar nesta situação ao falar com vocês hoje”, diz parte do comunicado. A organização acrescentou que qualquer informação adicional será fornecida exclusivamente pelo advogado Danilo Ciliano.
A investigação continua sem conclusão definida. A Polícia Civil ainda não revelou detalhes sobre as ações em andamento nem estipulou um prazo para finalizar a apuração. O esclarecimento da causa da morte de Pedro Felipe Higa Felizatto depende dos resultados dos exames realizados pelo IML, que ainda não foram divulgados.
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